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Panorama das licitações públicas no Brasil — Maio 2026

Panorama das licitações públicas no Brasil — Maio 2026

RadarLicita·16 de mai. de 2026·7 min de leitura

Panorama das licitações públicas no Brasil — Maio 2026

Resumo executivo: entre 1º de abril e 16 de maio de 2026, o PNCP recebeu 74.060 licitações novas publicadas por 13.460 órgãos diferentes em todas as 27 unidades da federação, somando R$ 90,4 bilhões em valor estimado. Maio registrou 35.654 licitações em apenas 16 dias úteis — ritmo médio de 2.228 oportunidades por dia útil, indicando aceleração de 14% sobre abril (1.964/dia). São Paulo lidera com 26% do volume nacional, seguido por Rio Grande do Sul (14%) e Minas Gerais (9%). Dispensa eletrônica responde por 48% do total de processos, mas Concorrência e Pregão concentram 67% do valor financeiro. Saúde, Construção e TI são os três setores que mais movimentaram dinheiro público no período, somando R$ 80,4 bilhões.

Esta é a segunda edição do panorama mensal do RadarLicita. Em abril publicamos o primeiro recorte; agora ampliamos com dados de maio parcial (até dia 16) para mostrar a aceleração do calendário público no segundo trimestre do ano.

Todos os números aqui vêm da nossa ingestão direta do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), o sistema oficial gerido pelo Comitê Nacional do PNCP e estabelecido pela Lei 14.133/2021 como fonte única de divulgação de licitações no Brasil.


O recorte do período

IndicadorAbril 2026 (fechado)Maio 2026 (até 16/05)
Licitações publicadas38.40635.654
Órgãos públicos compradores6.7106.750
Valor estimado total (sem outliers)R$ 48,8 biR$ 41,6 bi
Ticket médioR$ 1,27 miR$ 1,17 mi
Mediana de valorR$ 12.980R$ 14.768

A diferença entre ticket médio e mediana mostra a cara real do mercado público brasileiro: a maioria das compras é de baixo valor (mediana de R$ 12 a 15 mil), mas grandes contratos puxam a média para o alto. Quase metade do volume de oportunidades está abaixo de R$ 15.000 — território de dispensa eletrônica e de muita oportunidade para MEI, microempresa e pequenas empresas.


Distribuição por modalidade

Em abril e maio juntos, 74.060 licitações se dividiram nas seguintes modalidades:

ModalidadeQuantidade% do totalValor estimado
Dispensa35.65348,14%R$ 4,75 bi
Inexigibilidade21.32828,80%R$ 25,95 bi
Pregão Eletrônico10.91114,73%R$ 22,80 bi
Concorrência Eletrônica3.8515,20%R$ 27,13 bi
Credenciamento1.5502,09%R$ 6,37 bi
Concorrência Presencial3130,42%R$ 2,54 bi
Pregão Presencial2940,40%R$ 411 mi
Outras (leilão, concurso, diálogo)1600,22%R$ 410 mi

A leitura estratégica é:

  • Dispensa eletrônica é a porta de entrada para o setor público. São quase metade das oportunidades e, em geral, ciclos rápidos (poucos dias entre publicação e encerramento). Microempresas e MEI são públicos-alvo principais.
  • Concorrência eletrônica concentra o maior valor por edital (R$ 7 milhões em ticket médio). É onde estão obras, sistemas complexos e contratos plurianuais.
  • Pregão Eletrônico segue sendo a modalidade campeã para bens e serviços comuns com 14,7% do volume e R$ 22,8 bi em valor estimado.

Onde o dinheiro está: ranking por UF

São Paulo lidera com folga, mas o ranking guarda surpresas — especialmente o Rio Grande do Sul em segundo lugar, à frente de Minas Gerais. RS publicou 10.221 licitações no período, mais do que MG (6.737) e PR (5.548) juntos em quantidade.

PosiçãoUFQuantidade%Valor estimado
SP19.24725,99%R$ 18,24 bi
RS10.22113,80%R$ 2,70 bi
MG6.7379,10%R$ 9,54 bi
PR5.5487,49%R$ 6,56 bi
SC4.9456,68%R$ 3,29 bi
GO4.1065,54%R$ 2,15 bi
BA3.7575,07%R$ 6,37 bi
RJ2.9023,92%R$ 5,23 bi
CE2.4253,27%R$ 2,81 bi
10ºPE1.6512,23%R$ 3,91 bi

Um dado importante: valor não anda junto com volume. RS publica muito, mas em tickets baixos (R$ 2,7 bi divididos por 10 mil licitações = R$ 264 mil por edital). Já BA publica menos (3.757) com valor total de R$ 6,37 bi (R$ 1,7 mi por edital — quase 7 vezes mais). Para definir onde sua empresa investe esforço comercial, olhe os dois eixos juntos.


Setores que mais movimentam dinheiro

Cruzando objeto das licitações com termos-chave de setores:

SetorLicitaçõesValor estimado
Construção e Engenharia9.867R$ 29,02 bi
Saúde / Médico-Hospitalar10.105R$ 28,94 bi
Tecnologia / TI9.639R$ 22,43 bi
Transporte e Veículos9.079R$ 9,25 bi
Limpeza e Conservação3.022R$ 6,00 bi
Educação6.415R$ 5,84 bi
Segurança / Vigilância3.199R$ 5,48 bi
Alimentação / Merenda escolar2.805R$ 3,68 bi
Combustível1.092R$ 866 mi

Três setores concentram quase R$ 80,4 bilhões em oportunidades em apenas 45 dias: saúde, construção e TI. Cada um vai ganhar um artigo dedicado nesta série — assine o blog para receber.


O que esperar do segundo semestre

Maio mantém o ritmo de aceleração que abril já mostrava. Historicamente, o calendário público brasileiro segue uma curva clara:

  • Q1 (janeiro-março): baixo volume (organização de orçamentos, posse de mandatos municipais a cada 4 anos)
  • Q2 (abril-junho): aceleração forte — é quando os PCAs (Planos de Contratações Anuais) começam a virar editais
  • Q3 (julho-setembro): pico anual — junho a setembro normalmente concentram 35-40% das licitações do ano
  • Q4 (outubro-dezembro): correria de fim de ano + restrições eleitorais quando há eleição

Para empresas que querem crescer no setor público em 2026, maio até setembro é a janela de ouro. Quem ajusta cadastros (SICAF, CNAEs, certidões) agora aproveita o pico. Quem espera setembro chega quando os melhores contratos já foram fechados.


Como o RadarLicita transforma esses números em oportunidade

O panorama acima é o agregado. Para sua empresa, o que importa é o recorte: das 74 mil licitações dos últimos 45 dias, quais 50 ou 100 são compatíveis com o que você vende?

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Metodologia: dados extraídos diretamente da API oficial do PNCP via ingestão automatizada do RadarLicita. Período: 01/04/2026 a 16/05/2026. Valores acima de R$ 1 bilhão em editais individuais foram excluídos para evitar distorção por outliers (concorrências de grande infraestrutura). Setores foram classificados por busca textual no campo "objeto" da licitação — uma mesma licitação pode aparecer em mais de um setor.

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